quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

"Não é problema meu!"


    Olá, pessoas. Tudo na paz? Eu espero que sim. Neste post decidi incluir uma de minhas primeiras crônicas; ela trata de um assunto bem comum atualmente.     

    O mundo evoluiu, a tecnologia evoluiu, a comunicação evoluiu, as pessoas evoluíram - e a violência também. Quantas vezes ligamos a televisão e está passando no jornal diversos casos de violência?! Desde um assalto, roubo... Até um estupro e/ou morte. Hoje em dia qualquer coisa - mesmo a mais fútil - é motivo para brigas, discussões, conflitos. As pessoas não conseguem conviver bem socialmente. 

    Se uma mulher usa roupas curtas, é motivo para ser estuprada/assediada. Vale ressaltar que cantada também é assédio. Se uma pessoa torce para um time, que ganhou do seu, é motivo para ser espancada. Se uma pessoa têm gostos diferentes do seu, é motivo para cometer Bullying. Se uma pessoa não é heterossexual, é motivo para ser morta. Realmente não consigo imaginar como a sociedade conseguiu chegar a esse ponto! Será que é tão difícil cuidar apenas da sua vida e respeitar as demais pessoas?

    Agora vamos ao tema central deste post e da crônica. Respondam-me com sinceridade: você está passando na rua e vê uma pessoa sendo espancada, o que você faria? Você está passando na rua e vê uma mulher sendo violentada, homossexuais/transexuais sendo mortos, humilhados, o que você faria? Ligaria para a polícia, tentaria ajudar, pediria socorro... Certo? Errado. 

    Nós sempre achamos que, se está acontecendo com outras pessoas, nós não temos nada a ver com isso... Não é problema nosso. Aí que está o problema: não sabemos o dia de amanhã. Se você estivesse naquela situação, certamente ia querer ser ajudado, não é mesmo? Pense nisso.


Crônica (Só mais um)


    Cassidy voltava da faculdade conversando animadamente com um grupo de amigas enquanto dirigia, mais precisamente 3 mulheres. Todas elas cursavam Administração. Os assuntos eram diversos: trabalho, faculdade, namoro, livros, séries, filmes, futebol, etc. 

- Como está o trabalho, Nycole? - indagou Clarice no banco do passageiro e virou-se para trás, para observar a amiga.

- Tranquilo. Aliás... A Aline parou de dar em cima do Pedro. Tive uma conversinha com ela... - Nycole sorriu de canto, satisfeita.

    Com o relato, todas soltaram uma exclamação, exceto Lorena, que permanecia calada observando as vielas pelas quais passavam.

- Detalhes. Quero detalhes! - disse Cassidy.

    Nycole então começou a contar a história, detalhando o máximo que pôde.

    Começara a chover, obrigando-as a fechar o vidro. Lorena continuava imóvel e impertubável no seu canto, perdida em pensamentos. Onde o Matt deve estar?, pensava ela. Ele não foi à aula hoje e não atendeu minhas ligações, nem mesmo minhas mensagens no Facebook e Whatsapp.

    Ela sentia um crescente mal-estar, uma sensação ruim apoderava-se de seu peito, e ela não sabia o que pensar. Apenas sabia que algo ruim estava para acontecer. Era quase como um presságio, mas ela não tinha coragem de partilhar com suas amigas o ocorrido. Decerto iriam fazer gozação com a mesma, e ela não estava com paciência para certos tipos de brincadeiras.

    O sinal ficou vermelho e Cassidy parou o carro. Ela olhou para trás sentindo falta de alguém... Clarice não. Nycole não. Matt faltou. Lorena!

- Que houve, Lorena? - perguntou e lançou-lhe um olhar preocupado.

    Lorena suspirou.

- Nada. É só q... - antes da loira completar sua frase, gritos abafados cortaram o ar. Elas se entreolharam horrorizadas e voltaram sua atenção para a cena que acontecia numa esquina à direita do carro: três rapazes encapuzados possuindo armas rodeavam um outro que se encontrava ao lado de sua moto, ajoelhado, com as mãos atrás da cabeça.

- Essa voz me é familiar! - Lorena quase gritou, tomada pelo susto.

- Olhem! - dessa vez foi Nycole, apontando atônita para o rapaz que agora era alvo de chutes e pontapés.

    O homem gritou mais uma vez, dessa vez um grito mais estridente, clamando por socorro. Lorena sentiu uma pontada no coração. Quando pensou em descer do veículo, Cassidy arrancou com o carro, tomada pelas buzinadas de meia dúzia de carros atrás dela.

- Vamos ajudá-lo! Chamar a polícia, sei lá! - Lorena se embolou com as palavras, numa falsa esperança de convencer as amigas.

- Só mais um assalto, não temos nada a ver com isso. Cheguemos logo em casa! - disse Clarice.

- Verdade! - as outras concordaram. E Lorena, tomando-se por vencida, assentiu e nenhuma palavra a mais disse. Mas no fundo ela sabia que havia algo errado. Muito errado.

    Noutro dia, as mulheres jantavam em volta da mesa quadrada, assistindo ao Jornal Local.

    Lorena levantou-se da cadeira e foi até a geladeira, pegar o suco de laranja. 

"Ontem a noite, um grupo de bandidos assaltaram, esfaquearam e mataram um rapaz. Ele foi encontrado por um idoso na margem de um rio, a cinco quilômetros do local do crime. Testemunhas afirmam que ele se chama Matthew Fonseca Parker, 22 anos, estudante de Administração..."

    Lorena não precisou escutar mais nada, agora tinha certeza do que acontecera com seu namorado.

    Sentiu-se tonta e, trinta segundos depois, estava desmaiada no chão coberto por cacos de vidro. Seu grande amor se fora, e ela poderia ter evitado. Se não tivesse pensado que era só mais um exemplo de violência... 

       Digam-nos suas opiniões, relatos, critiquem... Beijão, até a próxima matéria!


Matéria por: Marcela Carvalho.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

"A 5ª Onda": tudo sobre o mais novo sucesso mundial.

"A 5ª Onda", livro que está conquistando leitores por todo mundo, tem sua adaptação às telas de cinema cada dia mais próxima. Por isso, resolvemos criar essa matéria para explicar um pouco sobre a história e o que você pode aguardar do filme.
Na obra, Cassie Sullivan se vê num mundo completamente diferente do seu. A garota se separa de sua família e é obrigada a enfrentar um ataque alienígena por conta própria. Os outros(modo como Cassie denomina os invasores) tem como plano dizimar a raça humana do planeta Terra, e, para isso, eles nos atacam com diversas ondas, entre elas: escuridão, terremotos, pestilência, etc. No começo da obra, Cassie se encontra ao aguardo da tão temida 5ª onda. Sem saber o que esperar, a menina luta contra tudo e todos para resgatar o seu irmão das mãos dos seres extraterrestres. O livro é publicado pela Editora Fundamento e agora, em seu mês de lançamento nos cinemas, ganhará uma edição especial com capa do pôster do filme. São 2 modelos que você pode conferir abaixo e que estão com 30% de desconto no site da editora: http://bit.ly/1Qonk6z


Com relação ao filme, só temos certeza algumas coisas: que haverá muita ação e momentos de prender a respiração. 
Confira a sinopse:"A Terra repentinamente sofre uma série de ataques alienígenas.
Na primeira onda de ataques, um pulso eletromagnético retira a eletricidade do planeta. Na segunda onda, um tsunami gigantesco mata 40% da população. Na terceira onda, os pássaros passam a transmitir um vírus que mata 97% das pessoas que resistiram aos ataques anteriores. Na quarta onda, os próprios alienígenas se infiltram entre os humanos restantes, espalhando a dúvida entre todos.
Com a proximidade cada vez maior da quinta onda, que promete exterminar de vez a raça humana, a adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) precisa proteger seu irmão mais novo e descobrir em quem pode confiar."
Com nomes como Chloë Grace Moretz e Liev Schreiber, a adaptação está fazendo os fãs da série contarem os minutos para a estreia! Os efeitos especiais do filme estão excelentes e a história cativando mais pessoas a cada momento. Confira a baixo o trailer do filme que promete ser um dos melhores do ano para os amantes de livros: 

https://www.youtube.com/watch?v=DxCntPIs38U

O filme estreará dia 21 de janeiro nos melhores cinemas de todo o Brasil.

Escrito por: Felipe Batalha 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Resenha: Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada do Verão

Resenha Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada do Verão 


Título: Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada do Verão 

Autor: Rick Riordan 

Ano: 2015

Páginas: 444

Editora: Intrínseca 

UM POUCO SOBRE O LIVRO 

Do autor da série de sucesso mundial "Percy Jackson e os Olimpianos", a trilogia "Magnus Chase e os Deuses de Asgard", com o primeiro livro de nome "A Espada do Verão", se passa na perspectiva de Magnus Chase, um garoto de 16 anos, que passou os últimos dois anos de sua vida nas ruas de Boston após sua mãe  ter sido misteriosamente assassinada. No entanto, no dia de seu décimo sexto aniversário, ele se depara com uma situação nem um pouco comum: um gigante de fogo o confronta em uma ponte, logo após Magnus descobrir que tinha, de fato, algum tipo de magia dentro dele.

AVALIAÇÃO CRÍTICA 

"A Espada do Verão" é uma muito agradável e rápida. As narrações são dinâmicas e os diálogos são engraçadíssimos, contando com cenas de diversos gêneros. Os personagens principais são muito bem desenvolvidos, dando ao leitor a sensação de ser amigo deles. Riordan consegue deixar todos com aquele aquela sensação de urgência para continuar a leitura e saber o tão aguardado desfecho da trama. O autor também consegue nos introduzir ao mundo da mitologia nórdica de uma forma sutil, dando o intervalo necessário para a compreensão de certos fatos os quais não estão habituados os leitores. A narração de Magnus é bem detalhada e nítida, tornando as cenas mais vívidas e aumentando a compreensão dos locais e acontecimentos. Uma leitura que recomendaria para qualquer um que deseje algo rápido e prático, mas também que te cative e, também, para os fãs dos outros livros do autor, por haverem diversas insinuações aos outros livros do universo criado por Rick Riordan.
 A edição feita pela editora Intrínseca está perfeita. A letras grandes e as páginas amareladas contribuíram bastante para que a leitura fosse mais agradável. 
Enfim, creio que Magnus Chase poderia ser lido por qualquer pessoa, pois sua história, além de nós fazer refletir sobre nosso dia-a-dia, é de grande entretenimento.

Resenha por: Felipe Batalha

Resenha: Aristóteles e Dante Descobrem o Segredo do Universo ~SPOILERS~



Resenha Aristóteles e Dante Descobrem o Segredo do Universo ~SPOILERS~

Título: Aristóteles e Dante Descobrem o Segredo do Universo

Autor Benjamin Alire Saenz

Ano: 2014

Paginas: 392 

Editora: Seguinte

ATENÇÃO: SPOILERS


UM POUCO SOBRE O LIVRO

Com uma narrativa cheia de detalhes e referências aos anos 80 e 90 e exaltação aos filósofos gregos, "Aristóteles e Dante Descobrem o Segredo do Universo" conta a fase adolescente do narrador Ari,um descendente de mexicanos que mora no sul dos Estados Unidos. 

AVALIAÇÃO CRÍTICA 

Ari narra a história em primeira pessoa,nos fazendo sentir os mesmos sentimentos que ele sente durante todos os momentos do livro. Com o pai recém-chegado de uma guerra no Vietnã,a mãe depressiva por conta da prisão do irmão de Ari quando este tinha apenas quatro anos de idade, as férias de verão de Ari se tornam totalmente tediosas,sendo a única solução a ida à piscina municipal,mesmo sem ele saber nadar. Numa das idas, ele conhece o também adolescente Dante,que o ensina a nadar e acaba criando um laço de amizade bastante forte com o menino,mas depois que o Ari sofre um acidente ao tentar salvar o amigo de uma batida de carro,Dante e os pais precisam ir para Chicago para o trabalho do pai, e os dois amigos passam a se falar através de cartas. Com a recuperação total depois do acidente,Ari só não se sentia ótimo pois sentia falta de Dante,que demonstrava em suas cartas o quão feliz estava em Chicago. Ele havia experimentado maconha,beijado garotas,ido a festas enormes e aproveitando o máximo que podia,enquanto Ari estava mergulhado em um tédio sem fim. A narrativa passa a ser depressiva,melancólica e pesada até a volta de Dante,este trazendo histórias sobre tudo que havia acontecido com ele em Chicago. O ápice da história acontece quando Dante,ao contar que havia beijado pessoas de todos os sexos,deixa escapar que as havia beijado todas enquanto pensava que elas eram Ari,e ali os dois se beijam. 

PERSONAGENS MAIS IMPORTANTES 

-Ari: Depressivo,triste,pessimista e mesmo assim,sonhador. Sempre sonhou em ver o irmão que está preso e sempre está confuso em relação a Dante.

-Dante: Feliz,criativo e inspirador. Dante sempre tenta experimentar coisas novas e é claramente uma referência aos famosos "hippies".

Resenha por: Danilo Silva

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Resenha: Sublime- E se o seu amor pertencesse a outro mundo?



Título: Sublime - E se o seu amor pertencesse a outro mundo? 

Autor: Christina Lauren (Autora best-seller da série Cretino Irresistível).

Páginas: 302

Editora: Universo dos Livros

Lançamento: 2014

UM POUCO SOBRE O LIVRO: 

Sinopse: Lucy é uma garota que aparece misteriosamente no refeitório da escola Saint Osanna, confusa e perdida em suas memórias - ou na falta delas. Apesar das dúvidas que carrega consigo, ela tem uma certeza: sua presença no mundo dos vivos é atraída por Colin, um garoto atraente que gosta de adrenalina e de testar seus limites, mesmo que isso o leve a arriscar sua vida. 

A afinidade entre os dois cresce conforme eles passam a conviver no campus da escola. Mas, para realizarem seu amor, eles terão que ultrapassar as barreiras da morte. 

O que você faria no lugar de Lucy? Será que nada é impossível no amor?

"Sexy, tenso e impressionante, Sublime vai te seduzir e causar calafrios. Uma leitura assombrosamente linda."

AVALIAÇÃO CRÍTICA 

Ganhei esse livro de presente de uma amiga, ela comprou na Bienal de 2015. De imediato já me apaixonei pela capa (a edição Brasileira), o jogo de cores frias e o slogan: "E se o seu amor pertencesse a outro mundo?" me deixaram intrigada. Logo, criei expectativas demais à respeito do livro. Aparentemente, pela sinopse é notório o potencial da história; um romance com um quê de sobrenatural, mistério e suspense. No entanto, acabei me decepcionando.

         Colin é um jovem órfão que vive na escola Saint Osanna, vidrado por esportes radicais e tudo que envolve perigo; seu combustível é a adrenalina. Assim como o amigo Jay, têm uma companheira inseparável: sua bicicleta. O adolescente está a todo momento arriscando a vida com manobras radicais e suicidas, deparando-se com a morte mais vezes do que se pode contar. O que o leva a ter uma segunda casa; a enfermaria. Não obstante, ainda namora uma fantasma (Lucy). Colin é o típico personagem aventureiro, sexy, gentil e consequentemente apaixonante:

Seus olhos percorrem cada parte dele; os pulmões, ansiando por um fôlego que ela, até então, não se lembrava que precisava. Ele é alto e magricela, de alguma forma conseguindo parecer forte. Seus dentes são brancos, mas levemente tortos. Uma pequena argola prateada faz uma curva inteira em torno do seu lábio inferior, e os dedos dela ardem com o desejo de se aproximar e tocá-lo. Seu nariz foi quebrado pelo menos uma vez, mas é perfeito. E alguma coisa na luz em seus olhos quando levanta o olhar faz ela ansiar dolorosamente por dividir a si mesma com ele. 

Sublime - pág. 13

     Em um certo dia, Lucy aparece misteriosamente numa trilha perto do lago da escola, sem memória alguma, somente com dúvidas e questionamentos na cabeça. "Por que eu vim parar aqui?", "Para quê?", "Onde estou?", ela se pergunta frequentemente. Após um tempo, ela só sabe que é atraída - inexplicavelmente - por Colin. 

     Os dois rapidamente descobrem ser pertencentes um ao outro, porém, há um problema: Lucy não é deste mundo. Em suma, ela não aparenta ser uma morta-viva (nome designado pelos alunos da escola às pessoas que já morreram no mundo deles, mas ressuscitam), a não ser pela pele gélida, a ausência de sentimentos (como o frio, por exemplo) e o fato dela não necessitar comer e fazer as necessidades básicas de um ser humano.

     O livro se passa basicamente entre o desejo ininterrupto de Colin de poder se entregar completamente à Lucy, a insatisfação dela em querer viver aquele amor impossível e os mistérios que a rodeiam e rodeiam a escola. Personagens secundários são quase inexistentes, e quando aparecem não complementam em nada e às vezes parecem desconexos. Estando ali por acaso. 

     Quando achamos que vamos descobrir algo à respeito de Lucy e os segredos que as lendas que circulam na escola escondem, novamente voltamos à estaca zero. Até os próprios protagonistas são vagos. Achei que a autora poderia ter explorado mais tanto o passado do Colin, quanto o de Lucy. A ideia do lago ser uma espécie de "teletransporte" para o mundo dela foi, no mínimo, interessante. Mas, mesmo assim, a autora poderia ter aprofundado mais a história da escola e de suas lendas, inclusive a do lago.

     Ao chegar no fim da leitura, permaneci com as mesmas dúvidas do início - senão mais. Esperei, esperei, esperei; e nada. Achei o final um pouco confuso e fraco, partindo do pressuposto de que a história tinha bastante potencial. Frustei-me; confesso. No final fiquei pensando: "Poxa, tinha tudo para ser um ótimo livro". Os leitores terão altos e baixos ao lê-lo, a impressão que eu tive foi de que não foi tão ruim, mas podia melhorar. Embora tenha tido momentos super fofos e românticos, acresce a escrita da Christina Lauren; fluida, pertinente e agradável. A descrição dos personagens nem se fala.

     A diagramação está ótima, as letras amareladas proporcionam uma leitura mais agradável e sobre a edição achei poucos erros, uma frase quase ilegível, mas tirando isso nada muito escandaloso.

     Recomendo para quem gosta do gênero YA, de personagens indomáveis e de um romance fora do clichê. 

TOP FRASES 

"Ele não está preparado para partir, mas sabe que vai ficar com ela de qualquer maneira, e cada segundo de hoje foi melhor que tudo que veio antes."

"Por fim, ele não consegue suportar o dormitório, a escola, o galpão, nada disso. Cada uma das paredes está impressa com a forma, a sombra delgada dela."
"Lucy agora sabe que já foi beijada antes - ela não é tão inocente assim -, mas não foi nada parecido com isso. Ela se lembra de como era ser adolescente quando morreu: segurando mãos e beijando, rindo com suas amigas, sendo desejada. Mas as memórias desses outros toques monocromáticos tornam-se pálidas ao lado da vibração da pele de Colin."

     Interessou-se? Não custa nada dar uma lidinha, né? Depois volta aqui e diga-nos sua opinião sobre o mesmo. Beijão, até a próxima resenha!

Resenha por: Marcela Carvalho.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resenha Will & Will – Um Nome, Um Destino



Título: Will & Will – Um Nome, Um Destino

Autores: John Green e David Levithan

Páginas: 348

Editora: Galera Record

Lançamento: 2010


UM POUCO SOBRE O LIVRO

Will Grayson, tanto como will grayson, são garotos comuns que vivem na cidade de Chicago e suas proximidades. Ambos, nunca haviam se encontrado até que um encontro falso de will grayson o leva para o mesmo sexshop em que Will Grayson (barrado de um show) aguarda ansiosamente por seus amigos. A partir desse momento, suas vidas mudam drasticamente e os jovens se veem cercados de amores, inimigos e uma missão para concluir o espetáculo que mudaria o modo de ver do ensino médio.



AVALIAÇÃO CRÍTICA

Peguei esse livro por uma indicação. Não esperava nada dele, mas logo me vi submerso na história dos "Wills Grayson". David Levithan superou minhas expectativas, com uma escrita mais agradável do que de John Green.
Não me agradou o fato de que John Green escreveu o ponto de vista de seu Will Grayson somente com letras minúsculas. Não havia pontuação e quase nenhum tipo de regra ortográfica.O personagem criado por David Levithan foi, para mim, muito mais fácil de se apegar.
Os "Wills Grayson" são personagens muito bem construídos. Assim como os personagens secundários, que são fundamentais para o desenrolar da história. Tiny Cooper, o amigo homossexual do Will Grayson de David Levithan, consegue ser mais ativo e importante do que o próprio personagem principal, o que torna ele um "herói" da história. Uma salvação para agradar o leitor.
Durante o livro, seguimos a narrativa em primeira pessoa dos "Wills Grayson", aquilo que no começo me fez sentir falta dos detalhes, mas a partir do meio do livro, a narrativa se torna agradável e rica em detalhes.
Seguindo a leitura, eu comecei a perceber o gosto de cada Will Grayson e seu jeito de ver o mundo. Um, heterossexual e o outro, homossexual.
No desenrolar da história, Will Grayson de John Green acaba se apaixonando por Tiny Cooper e isso o conecta ao outro Will Grayson, o que foi bom para fazer o leitor conhecer o interior tanto de Tiny Copper quanto do próprio Will Grayson.
O outro Will Grayson acaba se apaixonando por Jane, amiga de Tiny Cooper, que gera confusão desnecessária no livro. Não interferiria em nada deixar de lado os acontecimentos relacionados a ela.
Chegando a certo ponto do livro, uma garota do colégio de Will do John Green, Maura, ganha certa relevância na história e acabou sendo odiada por mim. Sua participação foi fundamental para o livro, mas isso ainda me fez odiá-la.

A edição está bem elaborada. A capa é muito bonita. A diagramação está muito confortável para leitura.
O livro tem uma leitura rápida e muito agradável. Recomendo para qualquer jovem que esteja passando por problemas, também recomendo para aqueles que não entendem do que se trata a homossexualidade e tem preconceito com isso.


TOP FRASES

"Talvez haja alguma coisa que vocês tenham medo de dizer, ou alguém que vocês temam amar, ou algum lugar aonde têm medo de ir. Vai doer. Vai doer porque é importante."

"Não digo bom-dia. Acredito que essa seja uma das expressões mais imbecis já inventadas. Afinal, você não tem a opção de dizer mau-dia ou horríveldia ou não-dou-a-mínima-pro-seu-dia. Todas as manhãs, espera-se que seja o início de um bom dia. Bem, eu não acredito nisso. Acredito contra isso."

quinta-feira, 12 de março de 2015

Conversando com Booktubers


       A algumas semanas atrás, eu tive a imensa honra de entrevistar alguns dos booktubers mais famosos de todo o país. Para quem não sabe, booktuber é como se chama uma pessoa que faz vlogs sobre livros, ou seja, que grava vídeos sobre livros e posta no YouTube. Entre os que entreviste estão: Danilo Leonardi, Augusto Assis e Cesar Sinicio do Cabine Literária e Victoria Porto do Chiclete Violeta. Todos eles foram muito simpáticos e acabaram por se tornar meus booktubers favoritos. Na entrevista, fiz diversas perguntas sobre assuntos literários, tanto nacionais, quanto internacionais, porém, selecionei aquelas que são mais perguntadas, ou, mais polêmicas. 
    
        - Quais critérios você usa para escolher sua próxima leitura? E se esse livro não te anima?
      
        Victoria: "Sinceramente, eu vou no meu humor. Se estou com vontade de ler romance, leio romance. Nunca me forço a ler algo que não quero, isso me prende e eu não curto, é difícil explicar, eu simplesmente sei que aquele livro é o que eu preciso ler no momento ~risadas~.Se eu começar o livro e ficar muito desanimada com ele, leio algumas resenhas pra me animar. Se ainda assim não rolar, deixo de lado e parto pra outro!"
       
      Augusto: "Sempre penso na minha próxima leitura como um desafio. Um livro que digam que é difícil ou que é grande ou que as pessoas tenham opiniões divergentes a respeito. Gosto muito dos clássicos porque são livros que abrem horizontes. Quando eu quero só me divertir escolho algum livro policial estilo Harlan Coben." 

      -A maioria dos autores que fazem sucesso hoje em dia são estrangeiros, por que você acha que a literatura brasileira não é tão valorizada quanto devia?
       
       Danilo: "Nos EUA existe muito mais investimento e também muito mais produção, então a possibilidade de aparecer alguma coisa comercialmente viável é maior. Mas não dá pra culpar os fatores externos e isentar o escritor. Temos muitos escritores brasileiros que são maravilhosos, mas não parecem ter o menor interesse em escrever para as massas. Tanto é que os escritores brasileiros que caíram no gosto popular vendem muito."
       
       Cesar: "É uma pergunta complexa, Felipe! Tem muitos fatores que a gente poderia listar. Talvez um deles, que para mim tem um impacto significativo, seja o fato de que a literatura brasileira teve sempre uma tendência a olhar para o cotidiano, para a vida "real" e as relações muito conturbadas da nossa situação de colônia, do problema sério da escravidão entre tantas outras questões da nossa história como povo. 
Essa profundidade das relações que é normalmente retratada na nossa literatura às vezes acaba sendo difícil de se ler quando se é mais jovem. Você se deixa encantar por algumas narrativas, mas nem sempre o impacto de se apaixonar por aquele universo acontece. Nos mundos de fantasia que viraram best seller hoje como Harry Potter ou Percy Jackson, ou até mesmo nos clássicos como A ilha do tesouro ou 20.000 léguas submarinas, esses universos de fantasia parecem convidar o jovem leitor com mais facilidade e sinto que isso tem muito a ver com o sucesso. Além disso, o mercado editorial como instituição tem muito mais experiência fora do Brasil, pra produzir, divulgar, formatar e angariar público. As editoras tem grana pra provocar e "fazer bombar" um autor ou livro. Essas são algumas das minhas impressões a esse respeito." 



        -O Brasil inteiro assiste seus vídeos. Como você se sente  ao ver que o seus vídeo estão repercutindo positivamente?
        
         Victoria: " Eu me sinto EXTREMAMENTE feliz, sério! Minha maior felicidade é o canal, me sinto realizada. Nasci pra isso, sabe? Hahahah Tenho vontade de abrir discussões mais "polêmicas" como feminismo, LGBT, cotas, etc. A galera bem jovem me acompanha, seria legal falar disso com eles."
    
        Augusto: "Me sinto muito bem. Eu sempre me incomodei com a baixa quantidade de leitores no Brasil. A internet trouxe os canais literários e esses canais uniram várias pessoas de vários lugares que antes eram sozinhas. Acho essa união importante pra gente fazer cada vez mais gente ler. Se nossos vídeos são vistos em todo lugar é porque estamos ajudando. Isso faz tudo valer a pena." 

       Danilo: "Fico feliz, porque eu amo criar conteúdo, principalmente conteúdo que seja de entretenimento e consiga ainda incentivar coisas legais para a vida das pessoas."

       Cesar: "É divertidíssimo saber que alguém é impactado pelo que a gente faz! Em especial quando isso que a gente faz é falar sobre uma coisa que a gente ama e faz naturalmente. Não estamos vivendo personagens. É óbvio que há um grau de produção e direção nos vídeos. A gente tá produzindo conteúdo e isso tem um direcionamento de produto. Mas somos nós mesmos e sinto que isso é o que nos dá mais força de vontade de seguir no caminho ao mesmo tempo em que faz com que as pessoas vejam sinceridade e se identifiquem com o trabalho do Cabine Literária. Eu fico feliz e espero que enquanto isso fizer sentido e contribuir coletivamente possa durar de forma feliz e natural!"

  
       Gostaria de agradecer a todos os booktubers que participaram, e para quem ainda não conhece o trabalho deles, os links estão logo abaixo.

       Cabine Literária: https://m.youtube.com/user/cabineliteraria
         
       Chiclete Violeta: https://m.youtube.com/user/mucioporto1

Então é isso gente! Espero que tenham gostado! Deixe sua sugestão, crítica ou elogio para o blog nos comentários. Abraços a todos.